[ SEU CHEFE É UM PESADELO? ]

O velho provérbio é muitas vezes verdade: as pessoas não abandonam os empregos, elas abandonam os chefes. Além de prejudicar o bem-estar mental e a produtividade, trabalhar para um chefe ruim pode severamente impactar a própria saúde.

Os pesquisadores de Harvard Business School e Stanford University descobriram que o estresse que os chefes ruins causam pode ser tão prejudicial quanto o fumo passivo. E estes chefes ruins podem também estar tornando o trabalhador triste, preguiçoso e gordo.

É claro que muitas pessoas não têm a liberdade financeira ou logística para simplesmente abandonar o emprego sem um novo em vista ao se deparar com um péssimo chefe. Assim, o que se deve fazer? É possível aprender a lidar com o chefe ruim o máximo que puder, é claro. No entanto, como com a maioria das doenças, o melhor remédio é a prevenção.

Se puder aprender a identificar os sinais de alerta de um chefe ruim durante o estágio da entrevista, é possível evitar este emprego e seu ambiente de trabalho potencialmente tóxico. Na seqüência são apresentadas as maiores bandeiras vermelhas para estar atento.

Bandeira vermelha nº 1: eles não têm o respeito e boas maneiras básicos

“Mesmo com minha experiência de entrevistar, eu às vezes escorreguei no que pareceu como uma programação bem planejada no início de um dia reservado para entrevistas e terminei atropelando e me atrasando para o próximo entrevistado”, diz Sarah Dowzell, COO em Natural HR. “Os eventos inesperados podem acontecer para as pessoas mais organizadas, mas como elas reagem dirá muito sobre a pessoa.”.

Esta é muitas vezes a bandeira vermelha mais facilmente discernível, diz Dowzell.“Reconhecer e pedir desculpa por se atrasar para o entrevistado é educado, e se o gerente de contratação não fizer isso, o que isso diz sobre como eles tratam as pessoas?”. É algo com que Richard Hanwell, diretor associado em The Sterling Choice, uma agência de recrutamento para profissionais globais, concorda:

“As boas maneiras custam nada. Se um gerente de entrevista está verificando seu celular por emails ou está conversando em ligações, então eles são improváveis a dar o tempo apropriado ao entrevistado se não podem sequer fazer isso quando estão encontrando com o mesmo pela primeira vez, e devem procurar deixar uma boa impressão. Não importa quanto superior seja a categoria de um gerente, eles devem respeitar a importância do recrutamento e desligar toda a tecnologia para deixar uma impressão estimulante.”.

Bandeira vermelha nº 2: um ego inflado

“Estes são os gerentes de contratação que estão mais interessados em conversar sobre si do que entrevistar o futuro empregado”, diz Dowzell. Ela aponta que é fácil identificar um chefe com um ego inflado: se perguntar a eles quaisquer questões sobre a equipe que potencialmente o entrevistado estará se juntando, as respostas deles muitas vezes focarão neles e nas suas realizações pessoais do que sobre a equipe.

“O melhor exemplo do ego inflado que eu encontrei foi um candidato ouvindo pelo gerente de contratação que ele tinha olhado em seu perfil do LinkedIn, e então ele perguntou o motivo de isto não ter sido recíproco”, diz Dowzell. “Essa pessoa não apenas tem um ego inflado, mas também é carente. Quem deseja trabalhar para um chefe carente?”.

Bandeira vermelha nº 3: pronomes importam

Os melhores chefes são integrantes da equipe que percebem a contribuição e valor de cada pessoa no grupo. Mas como muitos sabem, há muitos chefes ruins que acreditam que o sucesso, este seja deles apenas, e que as falhas são devido aos seus subordinados.

Mas como é possível dizer em qual campo o chefe em perspectiva vai cair ao encontrar pela primeira vez? Hanwell diz para prestar atenção a como eles usam pronomes no contexto da conversa. “Se o entrevistador usa o termo ‘você’ na comunicação da informação negativa, como exemplo, ‘você lidará com muita ambigüidade’, não esperar que o chefe seja um mentor”, ele diz.

“Se o chefe escolhe a palavra ‘eu’ para descrever o sucesso do departamento, é uma bandeira vermelha. Se o entrevistador diz ‘nós’ em relação a um desafio particular que a equipe ou a empresa enfrentou, isso pode indicar que ele ou ela desvia a responsabilidade e coloca culpa.”.

Bandeira vermelha nº 4: o chefe pergunta questões inapropriadas

Uma das piores bandeiras vermelhas para manter alerta é se o chefe em potencial pergunta quaisquer questões que potencialmente podem violar a norma ética. Indiscutivelmente, um gerente de contratação perguntando questões sem ética não foi suficientemente treinado, mas se estão exibindo comportamento antiético neste estágio, o que isso diz sobre como este gerente opera?

Bandeira vermelha nº 5: sinais que o chefe e a empresa enxergam o entrevistado como um lacaio

Dowzell diz que há ainda muitos chefes e empresas que enxergam seus empregados como pouco mais que servos. Para demonstrar este ponto, ela diz sobre a experiência de uma das primeiras pessoas que ela contratou para a empresa dela. Antes da entrevista em Natural HR, James tinha sido entrevistado em um negócio maior próximo que possuía maiores orçamentos.

“James disse a mim que após uma grande entrevista com uma empresa próxima, ele foi introduzido a um diretor que apenas passava, conforme ele estava deixando o prédio, e tudo que ele disse para James foi, ‘a primeira coisa que você precisa saber sobre trabalhar aqui, James: leite e duas medidas de açúcar!”, disse Dowzell. “Isso foi suficiente para dizer a James tudo que ele precisava saber sobre o que sua vida seria trabalhando para esta empresa.”.

Bandeira vermelha nº 6: o chefe não tem entusiasmo

Hanwell diz que a bandeira vermelha final para manter alerta é se ou não é percebido entusiasmo e paixão do chefe em perspectiva enquanto eles estão entrevistando. “Medir isso por prestar atenção ao que se sente”, ele diz. “A sensação deve ser de entusiasmo quando considerar trabalhar para eles. Mas se a sensação for como que o chefe odeia o trabalho dele e não se importa, partir imediatamente. As chances são que o escritório está cheio de empregados desengajados que são atormentados pela baixa moral.”.

Fonte: Jornal do Empreendedor

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