[ O DESPERTAR DO GIGANTE NA GESTÃO EMPRESARIAL ]

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Neste momento em que a sociedade brasileira manifesta-se em favor da solução de numerosos problemas persistentes no País, é importante ampliar essa reflexão para o contexto da gestão empresarial. É prudente que cada sócio, proprietário ou executivo de empresas — pequenas, médias e grandes — questione se tudo está tecnicamente correto na administração. Tal atitude é pertinente, pois a literatura sobre o tema e a experiência prática indicam a obtenção de melhores resultados, inclusive quanto à sobrevivência às intempéries, por parte das organizações mais avançadas quanto à gestão. Foi assim em 2008 e 2009, na eclosão do crash mundial, e a tendência mantém-se.

Independentemente das turbulências do mercado, que parecem ser intermitentes no contexto da globalização, a boa administração começa pela saúde financeira, em quaisquer tempos e conjunturas. Quem ignora esse pressuposto, passa, obrigatoriamente, a ser um gestor de riscos e não de negócios, invertendo-se a prioridade e o foco de toda empresa. Sim, estamos reiterando o óbvio: o ponto de equilíbrio das organizações começa na eficiência contábil.

É muito importante, portanto, observar os cinco elementos essenciais do bom desempenho empresarial: controle; caixa; custos; processo; e risco. São esses pontos que indicam os itens e requisitos dos quais não se pode prescindir. É imperioso controlar tudo o que acontece na organização, administrar o caixa de modo atento e responsável, ter foco no negócio e definir quem tomará as decisões estratégicas e decisivas. Isso é gestão! Do mesmo modo, é indispensável baratear e tornar mais eficientes os processos, além de minimizar os riscos. A boa administração é aquela que concilia eficácia do negócio e a contabilidade segura da empresa!

Jamais se deve abrir mão dessas premissas, mesmo que para isso seja necessário investir em profissionais e consultorias que ajudem as empresas a serem mais rentáveis, longevas e alinhadas ao mais contemporâneo conceito de sustentabilidade, que deve contemplar os fatores econômicos e as exigências de atitudes corretas sob o ponto de vista social, ambiental e político.

É fundamental entender a gestão eficaz dos custos empresariais como cultura das organizações. O mundo expande suas fronteiras, e a abertura comercial só encontra sustentabilidade naquelas empresas que entendem a racionalização das despesas como um importante diferencial de competitividade.

Muitas vezes, porém, os principais custos não são percebidos pela alta administração. Resultam, por exemplo, da superposição de tarefas e despesas ou retrabalhos provocados pela baixa capacitação dos profissionais envolvidos. Outras vezes, decorrem de falhas na comunicação interna.

Por isso, é necessário perguntar sempre: quais os objetivos a serem alcançados? O time relaciona-se horizontalmente? O movimento dos concorrentes é acompanhado? Os tributos estão corretamente planejados? As questões de ordem ambiental são gerenciadas de maneira apropriada? Os canais com órgãos públicos são mantidos de modo aberto e transparente? As relações com os sindicatos são gerenciadas? Os balanços podem ser comparados e vistos por acionistas no mundo inteiro?

Esses são alguns fatores geradores de custos que nem sempre aparecem, podendo levar muitas empresas ao fechamento, sem que se saiba o porquê. Portanto, não basta controlar os gastos com matérias-primas, mão de obra e custeio. Os ralos invisíveis do dinheiro são os causados pela gestão inadequada e até mesmo inexistente das despesas, consumindo a energia das empresas, levando-as ao endividamento precoce e inútil e corroendo o seu valor. Por isso, os dirigentes devem estar sempre atentos a essas questões.

O momento é de análise, avaliação e crítica no País e em todas as suas organizações. Devemos aproveitar o despertar do gigante para pensar em tudo! Ah, sim, sempre repudiando a violência, os saques e as badernas, que prejudicam a reflexão e roubam a legitimidade do clamor da sociedade. Mas essa é outra história…

Fonte: Administradores.com.br

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